Bem-vindo ao Nosso Caminho

Reunindo compreensões, reflexões e nossa caminhada com Deus.


Por onde começamos?

Em primeiro lugar, precisamos especificar um marco, um ponto de partida para a doutrina que seguimos. Como tantos irmãos cristãos em todo o mundo, poderíamos começar na história da criação registrada na Bíblia no livro de Gênesis:

¹ No princípio, criou Deus os céus e a terra.
² E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.
³ E disse Deus: Haja luz. E houve luz. (Gênesis 1:1-3)

Mas aqui começa algo curioso: Deus nesses versículos e em tantos outros, não é um Ser único. O texto original que vem do hebraico é Deus no plural. Se as menções "Deus" substituirmos por "Eles", o trecho ficaria:

¹ No princípio, criaram Eles os céus e a terra.
² E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito Deles se movia sobre a face das águas.
³ E disseram Eles: Haja luz. E houve luz. (Gênesis 1:1-3)

Eles, quem? Aqui podemos dar um salto até o evangelho de João, que destacou as palavras de Jesus sobre a Sua origem, sobre o Pai e a sua afinidade/unidade com Ele:

Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.
Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele.
Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus. (João 3:16-18)

Podemos ver nos versículos acima que Deus (Pai) enviou o Seu Filho Único Jesus (Ele veio de cima, do céu) para se tornar um de nós, o Filho de homem ou do homem para sofrer a nossa condenação e nos livrar dela. Aquela condenação adquirida por Adão e Eva ao desobedecerem a Deus e que foi se acumulando na humanidade com tantas outras desobediências, distanciando-a do Criador.

Jesus se chamava Filho do homem para mostrar a Sua humanidade. Então, além de nos perdoar, Ele se pôs de modelo de imitação, pois se tornou humano como nós e teve plena obediência ao Pai. Não basta crer no perdão que recebemos, é necessário obedecer e se tornar um com o Filho e com o Pai.

Eles são os autores da criação, e o Filho adquiriu nossa humanidade para nos ensinar a como viver de acordo com a vontade do Pai.

Esse é o nosso ponto de partida: o homem Jesus que deseja imitadores.

A Origem do Trabalho e Ensinos de Jesus

O Senhor Jesus insistiu em dar o crédito de seus milagres e sinais ao Pai, e em destacar o amor e unidade perfeita entre Eles:

Eu lhes digo verdadeiramente que o Filho não pode fazer nada de si mesmo; só pode fazer o que vê o Pai fazer, porque o que o Pai faz o Filho também faz.
Pois o Pai ama ao Filho e lhe mostra tudo o que faz. Sim, para admiração de vocês, Ele lhe mostrará obras ainda maiores do que estas.
Pois, da mesma forma que o Pai ressuscita os mortos e lhes dá vida, o Filho também dá vida a quem ele quer dá-la.
Além disso, o Pai a ninguém julga, mas confiou todo julgamento ao Filho,
para que todos honrem o Filho como honram o Pai. Aquele que não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou. (João 5:19-23)

João registrou repetidas vezes que Jesus atribuiu ao Pai os Seus ensinos. Veja uma dessas vezes:

Pois não falei por mim mesmo, mas o Pai que me enviou me ordenou o que dizer e o que falar.
Sei que o seu mandamento é a vida eterna. Portanto, o que eu digo é exatamente o que o Pai me mandou dizer. (João 12:49,50)

Ninguém, ninguém mesmo, nenhum servo de Deus, nenhum profeta, nem antes nem depois de Jesus, teve autoridade para afirmar categoricamente que suas palavras eram a verdade e exatamente como o Pai mandou dizer.

Por esse motivo, a doutrina que devemos seguir é a trazida por Jesus, pois Ele personificou a Verdade. Toda doutrina que não for essa, estando dentro ou fora da bíblia é não verdade. Ele também prometeu que o Seu substituto, o Espírito da Verdade, o Ajudador, o Espírito Santo, continuaria a nos ensinar e só diria o que tivesse escutado Dele e do Pai.